quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
As palavras não fazem qualquer tipo de sentido neste momento…
Apenas a escrita pode revelar o que eu sinto verdadeiramente…
Estou confusa…
Não sei o que o destino me reserva e até tenho medo de pensar que existe um futuro á minha espera…
As ideias, e os sonhos, estão sempre a palpitar na minha mente…
Mais uma vez, tenho medo do que penso…
Estou numa fase de mudança…
Tenho medo destas mudanças que se avizinham…
Mas quero fechar este ciclo e iniciar um outro…
Diferente, bem diferente do que foi este…
Serviu para aprender…
Retirei lições e, com ele, percebi o que quero e o que não quero para a minha vida…
Não vou desistir de ser feliz e de lutar pela minha felicidade…
Acima de tudo, não vou desistir deste sonho de criança…
Vou abdicar de muitos outros….
Acho que, p’ara ser realmente feliz, tenho que o fazer, por mais que isso me custe ou me magoou …
Não posso permitir que a minha vida permaneça assim como está…
Num mar de duvidas, medos, problemas, tristezas, incertezas e dissabores…
Não o posso permitir…
Por mim, mas, principalmente, pelos que me rodeiam…
Perderam a menina que, em tempos, conheceram…
Perderam-na para sempre, pois, mesmo que eu recupere a minha alegria, já mais voltarei a ser a mesma que era antes de tudo isto me acontecer…
Sinto saudades de mim própria…
Acordar cedinho a ouvir aquela música especial, a canta-la e sempre a sorrir…
Agora, são outros tempos…
Tenho medo, até mesmo, de acordar…
Aquela música não me faz sorrir, mas sim chorar…
A alegria com que vivia, com que estava com os outros, com que estava comigo própria, com o que fazia e o que dizia, está perdida…
Não a consigo encontrar, por mais que procure, simplesmente desapareceu…
A minha vida, neste momento, não faz qualquer sentido…
Dói-me muito ter que fingir que está tudo bem comigo, que não se passa nada, que continuo feliz e contente da minha vida…
Tudo isto me dói imenso cá dentro…
Forço sorrisos, finjo piadas, tento disfarçar o melhor possível…
Tento que ninguém perceba o sofrimento em que eu vivo…
Vivo com uma dor silenciosa dentro de mim…
Uma dor que me destrói a pouco e pouco sem que eu possa, ou consiga, fazer algo para a parar…
A minha vida, neste momento, é de altos e baixos…
Nunca pensei vir a viver o que estou a viver neste momento…
Não consigo reagir…
Tenho medo de pedir ajuda e ao mesmo tempo, pergunto-me se alguém me pode ajudar a resolver este meu estado…
Não consigo pedir ajuda…
A dor aumenta a cada dia que passa e eu morro um bocadinho, cá dentro, á medida que ela aumenta…
Dor, sofrimento, tristeza, lágrimas, desilusões, magoas, incertezas, medos, insegurança, dúvidas e incompreensões, passaram a ser os meus 11 mandamentos de sobrevivência…
Actualmente, já não vivo sem elas, não porque queria ou goste, mas porque elas não me dão sossego algum…
A minha vida tornou-se um inferno…
Um inferno com começo, mas sem fim…
Tenho saudades de mim própria…
Saudades do que eu fui e do que eu sonho voltar a ser…
Não totalmente igual, mas com pedaços de mim mesma…
Esta não sou eu, mas não a consigo matar…
Resta-me esperar que o destino se lembre que eu aguardo, ansiosamente, por um desfecho, minimamente, feliz para este ciclo e que me dei-a um outro melhor que este…
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
a casa queimada
Um certo homem saiu em uma viagem de
avião. Era um homem temente a Deus,
e sabia que Deus o protegeria.
Durante a viagem, quando sobrevoavam
o mar um dos motores falhou e o piloto teve
que fazer um pouso forçado no oceano.
Quase todos morreram, mas o homem
conseguiu agarrar-se a alguma coisa que
o conservasse em cima da água.
Ficou boiando à deriva durante muito
tempo até que chegou a uma ilha
não habitada.
Ao chegar à praia, cansado, porém vivo,
agradeceu a Deus por este livramento
maravilhoso da morte.
Ele conseguiu se alimentar de peixes e ervas.
Conseguiu derrubar algumas árvores e
com muito esforço conseguiu construir
uma casinha para ele.
Não era bem uma casa, mas um abrigo
tosco, com paus e folhas. Porém
significava proteção.
Ele ficou todo satisfeito e mais uma
vez agradeceu a Deus, porque agora podia
dormir sem medo dos animais selvagens
que talvez pudessem existir na ilha.
Um dia, ele estava pescando e quando
terminou, havia apanhado muitos peixes.
Assim com comida abundante, estava
satisfeito com o resultado da pesca.
Porém, ao voltar-se na direção de sua
casa, qual tamanha não foi sua decepção,
ao ver sua casa toda incendiada.
Ele se sentou em uma pedra chorando
e dizendo em prantos:
"Deus! Como é que o Senhor podia
deixar isto acontecer comigo?
O Senhor sabe que eu preciso muito desta
casa para poder me abrigar, e o Senhor
deixou minha casa se queimar todinha.
Deus, o Senhor não tem compaixão de mim?"
Neste mesmo momento uma mão
pousou no seu ombro e ele ouviu
uma voz dizendo:
"Vamos rapaz?"
Ele se virou para ver quem estava
falando com ele, e qual não foi sua surpresa
quando viu em sua frente um marinheiro
todo fardado e dizendo:
"Vamos rapaz, nós viemos te buscar"
"Mas como é possível?
Como vocês souberam que eu estava aqui?"
"Ora, amigo! Vimos os seus sinais
de fumaça pedindo socorro.
O capitão ordenou que o navio parasse
e me mandou vir lhe buscar naquele
barco ali adiante."
MORAL DA HISTÓRIA
É comum nos sentirmos desencorajados
e até mesmo desesperados quando as
coisas vão mal.
Mas Deus age em nosso benefício,
mesmo nos momentos de dor e sofrimento.
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